Mercedes-Benz GLC 250 Sport: um SUV de luxo racional
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Consumo 3
Segurança 5
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O Mercedes-Benz GLC disputa com o Jaguar E-Pace a liderança no segmento de SUVs de luxo no mercado brasileiro. Lançado em 2016 como sucessor do GLK, o GLC é um utilitário-esportivo baseado no Mercedes Classe C. Só isso já demonstra sua racionalidade. Trata-se de um SUV de luxo de porte médio — não tão grande ..

Summary 4.1 ótimo
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O Mercedes-Benz GLC disputa com o Jaguar E-Pace a liderança no segmento de SUVs de luxo no mercado brasileiro. Lançado em 2016 como sucessor do GLK, o GLC é um utilitário-esportivo baseado no Mercedes Classe C. Só isso já demonstra sua racionalidade. Trata-se de um SUV de luxo de porte médio — não tão grande que dificulte sua usabilidade, nem tão pequeno que prejudique o conforto.

A versão Sport (que avaliamos) é a intermediária. Ela divide com a versão de entrada Highway as rodas AMG de 19”, por exemplo, mas se diferencia por acrescentar suspensão esportiva, teto solar panorâmico, soleira iluminada e moldura do painel em alumínio texturizado. A diferença de preço é de R$ 35.000. Portanto, o GLC 250 Sport só compensa para quem faz questão da suspensão esportiva e de um acabamento mais requintado. De resto, os carros são iguais.

Em compensação, a diferença para o Mercedes-AMG GLC 43 é brutal. Por R$ 95.000 a mais, a versão AMG é um SUV esportivo com motor V6 3.0 de 367 cavalos. E ainda existe a nervosa versão AMG topo de linha, GLC 63, com motor V8 4.0 de 476 cv, por R$ 548.900. Voltemos à agradável racionalidade do GLC 250 Sport. De cara, vale a pena saber por que essa versão tem o nome 250. Não se trata da cilindrada do motor (é um 2.0) e nem mesmo do torque (são 350 Nm). O número 250 representa a faixa de potência em que o carro se encaixa na linha Mercedes (entre 200 e 250 cv). O GLC 250 Sport entrega 211 cavalos e, acredite, eles já são suficientes para levar o carro a velocidades proibidas em poucos segundos.

Mercedes GLC na estrada São Paulo-Londrina

Com uma boa relação peso/potência de 8,2 kg/cv, o Mercedes GLC 250 Sport é capaz de acelerações vigorosas (vai de 0-100 em 7,3 segundos). O mérito é do conjunto formado pelo câmbio automático de nove marchas, pela tração integral permanente 4Matic e pelos modos de condução Sport e Sport+. Na estrada, a 120 km/h, o motor trabalha em 3.100 rpm (em sétima marcha) quando o carro está configurado nos modos esportivos. Mas basta mexer uma ou duas vezes no botãozinho do console e colocá-lo no modo Comfort ou Eco para que entre a oitava marcha (overdrive, como a nona) e o motor desça para 2.400 rpm. A distribuição de torque nas quatro rodas é admirável — não é demais lembrar que os 360 Nm estão disponíveis já a partir de 1.200 rpm e permanecem em sua totalidade até os 4.000 giros.

O Mercedes GLC surpreende por ser ao mesmo tempo um SUV que atinge altas velocidades (a máxima é limitada em 222 km/h) e também tem um grande alcance. Apesar de a sua nota C na medição de consumo do Inmetro não ser brilhante, na teoria o carro é capaz de rodar 726 km com um tanque de combustível (66 litros). Na prática, fizemos uma viagem de ida e volta de São Paulo a Londrina (560 km) e, apesar de algumas aceleradas fortes em alguns trechos, ele gastou menos de um tanque tanto na ida quanto na volta. Rodou a maior parte do tempo no modo Eco, mas nem por isso deixou de oferecer alguns momentos surpreendentes em termos de velocidade (em subida, por exemplo). A solicitação ao acelerador é respondida prontamente pelo câmbio automático, que desce cinco marchas no “kick down” (de nona para quarta ou de oitava para terceira). Por isso, é um carro seguro para ultrapassagens. Também contribuiu para o consumo o modo roda livre (popularmente conhecido como banguela automática) em algumas descidas.

Painel do GLC 250: tudo muito intuitivo e útil

Apesar de o motor 2.0 não ser uma obra-prima em termos de potência específica e eficiência (seus 106 cv/litro são muito bons, mas não extraordinários), o Mercedes GLC 250 Sport conquista o motorista e os passageiros pelo conjunto da obra. Se carro tem alma, a alma desse SUV de luxo é a racionalidade com extremo bom gosto. Muitas vezes, um carro na faixa de R$ 300 mil traz com ele alguns exageros, em termos de design, de consumo ou de dirigibilidade. Não é o caso do GLC 250 Sport. Nesse carro, o conforto roda de mãos dadas com o desempenho, que tem ótima relação com a segurança. Além dos seis airbags, o Mercedes GLC 250 Sport traz bons equipamentos de assistência, como a frenagem de emergência e a facílima utilização do piloto automático adaptativo.

Esses equipamentos deram ao Mercedes GLC 250 um status de segurança muito maior. Da mesma forma, a Mercedes-Benz corrigiu a ausência da conectividade Android Auto/Apple CarPlay, dotando o carro desse equipamento quase obrigatório nos dias de hoje. Mesmo assim, o navegador por GPS do carro também é muito bom. A interface do sistema é bastante amigável, bem como os controles de auxílio ao motorista. O carro traz, por exemplo, assistência de estacionamento, parando em vagas paralelas ou perpendiculares. Porém, como se trata de um veículo um tanto bojudo em suas extremidades, sair de vagas perpendiculares com pouca distância à frente é um pouco complicado. Neste ponto, sentimos que as rodas talvez não tenham o esterço necessário para sair de frente. Na mesma vaga de estacionamento, o Range Rover Velar, por exemplo, saiu com mais facilidade.

O GLC 250 é um SUV de luxo de porte médio.

Isso não compromete a brilhante performance do Mercedes GLC 250 Sport durante nossa avaliação. Na estrada, além de todas as boas sensações que tivemos, pudemos sentir também a grande eficiência dos freios, com boa distribuição para a traseira em momentos críticos, bem como o comportamento dócil nas curvas, com a suspensão muito precisa na entrega de equilíbrio e conforto. Existe um pouco de rolagem da carroceria nas curvas, mas, novamente, vale dizer que este não é um SUV “esportivo” — está mais para “esportivado”. Com o carro totalmente ajustado para o modo dinâmico, a rolagem é menor. E, claro, para um cliente que irá conviver mais tempo com o carro, o modo Individual seguramente vai satisfazer as maiores exigências.

O Mercedes-Benz GLC é fabricado em Bremen, Alemanha. Portanto, trata-se de um legítimo alemão, que trouxe toda a experiência da primeira geração (quando ainda se chamava GLK) para se impor no Brasil como um SUV de luxo racional, sim, mas que não abre mão de ser bonito e bom de dirigir.

O que é novo

Conectividade Android Auto/Apple Car Play.
Sistemas de assistência à condução, como frenagem automática e piloto automático adaptativo.
Assistente de estacionamento.

Dirigir é um prazer quando há cinco modos de condução.

O que nós gostamos

Design bonito e discreto.
Freio de estacionamento eletrônico.
Teto solar panorâmico.
Câmbio automático de nove marchas e tração integral permanente.
Modos de condução que realmente modificam o carro.
Acabamento interno.
As rodas AMG cinza de 19” são lindas.
Comportamento dinâmico.

O que pode melhorar

As rodas esterçam pouco para quem precisa sair de vagas perpendiculares apertadas na frente e nos lados.
O porta-malas tem tampa robotizada, mas um sensor de presença ficaria melhor.
Chamar de 250 um carro com “apenas” 211 cavalos parece exagerado, além de ser uma nomenclatura confusa.

O GLC 250 pode ser rápido ou bastante econômico na estrada

Os números

Preço: R$ 315.900
Motor: 2.0 turbo a gasolina
Potência: 211 cv a 5.500 rpm
Torque: 350 Nm de 1.200 a 4.000 rpm
Câmbio: 9 marchas AT
Comprimento: 4,656 m
Largura: 1,890 m
Altura: 1,664 m
Entre-eixos: 2,873 m
Peso: 1.735 kg
Pneus: 235/55 R19
Porta-malas: 550 litros
Tanque: 66 litros
0-100 km/h: 7s3
Velocidade máxima: 222 km/h
Consumo cidade: 8,5 km/l
Consumo estrada: 11,0 km/l
Emissão de CO2: 114 g/km
Modelo avaliado: 2019

O Mercedes GLC 250 pode ter alcance superior a 700 km.

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